DSC_0274Novamente Joinville ficou embaixo da água. Não bastasse a irresponsabilidade do governo em diminuir os impactos das fortes chuvas, sobra para a população e para o servidor público arcar com as consequências.

Na última sexta-feira (13), o centro acordou envolto em caos: lojas, casas, calçadas, museu. Tudo inundado. Hoje (18), quase uma semana depois, um dos patrimônios mais valiosos dos joinvilenses o Museu do Sambaqui, continua inundado.

Crânios, com mais de 5 mil anos, cerâmicas com mais de mil anos, busto de sambaquiano reconstituído por um artista plástico, materiais retirados dos sambaquis, documentos.

Tudo foi danificado pela enchente. Os servidores continuam no local tentando colocar um pouco de ordem e salvar o máximo do acervo. Enquanto isso, tudo que a Prefeitura fez foi mandar uma equipe de apenados ao local para ajudar na retirada da lama.

Essa não é a primeira vez que o museu é inundado. A situação é tão grave que existe um laudo interditando os setores de Reserva Técnica e Laboratório, devido os riscos apresentados à saúde. Para Flávia Antunes de Souza, Educadora do Museu, a única saída é a remoção total de todos os materiais históricos, pois além de saturado o espaço não possui ventilação.

O diretor do Sinsej, Tarcísio Tomazoni Junior questiona a Prefeitura sobre o descaso com os servidores da Cultura: “Se é assim quando existe uma Fundação Cultural, o que vai acontecer caso a junção entre cultura, lazer e educação seja realizada?”.

O sindicato está buscando meios de resolver a situação dos servidores do Museu do Sambaqui o mais breve possível. As fotos e texto são do Sinsej – Aline Seitenfus.

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salvadornetooficial@gmail.com

Jornalista e escritor. Criador e Editor do Palavra Livre, cofundador da Associação das Letras com sede no Brasil (SC). Foi criador e apresentador de programas de TV e Rádio como Xeque Mate, Hora do Trabalhador entre outros trabalhos na área. Tem mais de 35 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, assessoria de imprensa, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011), Gente Nossa (2014) e Tinha um AVC no Meio do Caminho (2024). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde foi diretor de comunicação.

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