TigreCimed

Quem esteve no sábado (12/4) na SER Tigre, local da partida entre Tigre Unisul e Cimed pela semifinal da Superliga de volei, ficou espantado com a fila de torcedores que ocupou o estacionamento desde às 2 horas da madrugada. Os ingressos só seriam distribuídos a partir das 13 horas. A partida foi disputada às 21:45, ou seja, quinze para às dez da noite! A foto mostra a situação às 10 horas. As pessoas acamparam, literalmente, (havia barraca montada no local) para garantir o seu ingresso. A paixão do joinvilense pelo esporte mostra que quando o projeto é sério e profissional, a população apóia e participa.

Infelizmente a mesma premissa não se vê por parte do poder público municipal. Nada contra a Tigre/Unisul, mas este espetáculo era para lotar um ginásio de esportes para 10 ou 15 mil pessoas! Isso sem falar no basquete e no futsal que levam milhares ao antigo ginásio Ivan Rodrigues e no ginásio do Sesi. Há muito tempo a cidade necessita de equipamentos públicos de grande estrutura, mas o que vemos? Uma arena para o futebol que está inacabada e com problemas na estrutura que são visíveis – e o futebol do Jec ainda não ajuda -, um Centreventos que é usado somente para formaturas e o Festival de Dança (e a acústica não ajuda), e um Megacentro que de mega  só tem o nome, já que falta toda a infra-estrutura para abrigar grandes shows e eventos de maior porte.

Joinville cresce e se desenvolve rapidamente, mas a administração municipal é lenta e sem criatividade para realizar os sonhos que a população quer. Além de um grande ginásio para 10, 15 ou até 20 mil pessoas, é preciso se pensar além, como por exemplo a construção de um grande teatro para peças e shows de maior porte. Quem sabe nestas eleições apareçam boas propostas, factíveis e que sejam executadas rapidamente. Afinal, a paixão da cidade pelo esporte de ponta, acompanhado de profissionalismo, movimenta multidões.

Autor

salvadornetooficial@gmail.com

Jornalista e escritor. Criador e Editor do Palavra Livre, cofundador da Associação das Letras com sede no Brasil (SC). Foi criador e apresentador de programas de TV e Rádio como Xeque Mate, Hora do Trabalhador entre outros trabalhos na área. Tem mais de 35 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, assessoria de imprensa, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011), Gente Nossa (2014) e Tinha um AVC no Meio do Caminho (2024). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde foi diretor de comunicação.

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