Uma nova tampa colocada sobre o poço de petróleo que explodiu no Golfo do México há quase três meses finalmente estancou, nesta quinta-feira, o vazamento que poluiu pelo menos cinco Estados americanos. A afirmação é da empresa British Petroleum (BP), responsável pela operação da plataforma, Apesar de temporária, trata-se da principal vitória na luta contra o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos

Kent Wells, vice-presidente da companhia, afirmou que o óleo parou de vazar às 14h45 locais. Durante a tarde, engenheiros gradualmente diminuíram a quantidade de óleo lançado na água, até que o vazamento foi interrompido. “Estou muito satisfeito por não termos mais óleo vazando no Golfo do México”, disse Wells durante teleconferência.

O vazamento foi freado após 85 dias, 16 horas e 25 minutos da explosão que matou 11 funcionários da petrolífera. Agora começa um período de espera para ver se a tampa será capaz de conter o óleo sem que outro vazamento surja no poço. Engenheiros monitorarão a pressão no local por 48 horas antes de decidir os próximos passos.

Uma solução permanente para o vazamento no golfo seriam os dois poços que estão sendo perfurados e que devem ficar prontos em meados de agosto.

Até agora, segundo estimativas federais, vazaram de 354 milhões a 698 milhões de litros. Mississippi, Louisiana, Flórida, Alabama e Texas foram atingidos pela maré negra.

Fonte de informações: GazetaDigital

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salvadornetooficial@gmail.com

Jornalista e escritor. Criador e Editor do Palavra Livre, cofundador da Associação das Letras com sede no Brasil (SC). Foi criador e apresentador de programas de TV e Rádio como Xeque Mate, Hora do Trabalhador entre outros trabalhos na área. Tem mais de 35 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, assessoria de imprensa, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011), Gente Nossa (2014) e Tinha um AVC no Meio do Caminho (2024). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde foi diretor de comunicação.

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