Falta aos nobres líderes políticos voltar a ter coragem de enfrentar suas contradições. Assumir o que prometeram, explicar porque não é possível cumprir, ou pelo menos, quando se poderá cumprir. A simples e inaceitável, para dizer pouco, negação da palavra empenhada é prática das mais nefastas para a cidadania, empobrece a democracia. Tanto o prefeito Carlito Merss, que após 20 anos tentando assumir a cadeira no Executivo conseguiu vencer, quanto o deputado Kennedy Nunes, que tem o eterno sonho de administrar a maior cidade do estado, podem ter sepultado suas carreiras políticas.

Carlito por que defendia a Joinville de toda a sua gente, que arrebatou multidões com suas propostas de mudanças, e que agora mostra que vai defender mesmo é a Joinville da gente de sempre, quanto Kennedy, que se aliou quando o interesse era vencer, gostou quando ocupou cargos importantes na estrutura da Prefeitura, mas ao ver seu nome queimar rapidamente como folha de papel, tenta sair do fogo como herói dos oprimidos, se dizendo enganado. Enganado? Ou enganou pensando que tudo passaria como brancas nuvens no céu? Francamente senhores.

Por outro lado, essa peça de péssimo gosto que encenam para os joinvilenses pode ter servido para sepultar também, esperamos, a prática política da promessa fácil, da venda de ilusões, dos chavões populistas, da demagogia barata que utiliza os meios de comunicação social. As próximas eleições vão nos dizer isso. E que esse fato político possa servir para que uma legislação mais forte quanto a promessas não cumpridas possa emergir, ou melhor, entrar em cena no lugar desse teatro do absurdo. 

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salvadornetooficial@gmail.com

Jornalista e escritor. Criador e Editor do Palavra Livre, cofundador da Associação das Letras com sede no Brasil (SC). Foi criador e apresentador de programas de TV e Rádio como Xeque Mate, Hora do Trabalhador entre outros trabalhos na área. Tem mais de 35 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, assessoria de imprensa, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011), Gente Nossa (2014) e Tinha um AVC no Meio do Caminho (2024). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde foi diretor de comunicação.

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