Está estampado hoje nos principais jornais de Santa Catarina e inúmeros blogs e sites noticiosos a agressão covarde a uma estudante dentro da sala de aula em Joinville. A violência foi tamanha que a garota teve traumatismo craniano, e isso que foram meninas, isso mesmo, mulheres que a agrediram e a mais uma colega. Não foi a primeira vez, nem será a última, em que estudantes brigam por qualquer coisa. A adolescência é uma fase difícil, complicada, onde a autoafirmação perante os demais é latente. Mas o que não se pode admitir é a omissão da direção escolar e das autoridades responsáveis pela educação, neste caso, do estado.

Após ser agredida, a menina procurou ajuda, mas pouco ou quase nada foi feito. Pior, ela teve de ser hospitalizada, enquanto suas agressoras retornaram à sala de aula tranquilamente. Ou seja, o crime compensa. Um empurrou para o outro a responsabilidade, e ninguém age para que essas situações não aconteçam mais, pelo menos na frequência em que ocorrem. Outra coisa que está faltando é o comando dos pais sobre seus filhos. Há um permissividade enorme aos costumes e ações dos filhos. Eles podem tudo em nome da nova forma de educar. Um erro grave que implica em uma sociedade em que o respeito é lixo, e onde a violência é a ferramenta para se resolver diferenças pessoais ou profissionais.

Está na hora de se rediscutir a forma como a sociedade deve tratar a sua juventude. Senão veremos mais violência, mortes e tristezas. É isso que queremos? 

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salvadornetooficial@gmail.com

Jornalista e escritor. Criador e Editor do Palavra Livre, cofundador da Associação das Letras com sede no Brasil (SC). Foi criador e apresentador de programas de TV e Rádio como Xeque Mate, Hora do Trabalhador entre outros trabalhos na área. Tem mais de 35 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, assessoria de imprensa, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011), Gente Nossa (2014) e Tinha um AVC no Meio do Caminho (2024). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde foi diretor de comunicação.

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