Por Clara Véu
Na penumbra de um quarto iluminado,
O poeta encontra o olhar desejado.
Ela, musa de curvas e mistério,
Torna o instante um eterno império.
Os dedos deslizam, como quem escreve,
Na pele dela, versos que a alma descreve.
Um toque suave, um arrepio que grita,
O amor é fogo que nunca se limita.
Ela sussurra, ele responde em silêncio,
Um diálogo de corpos, intenso e denso.
Cada movimento, uma nova rima,
Cada suspiro, um poema que se aproxima.
O mundo lá fora perde o sentido,
Ali, só existe o amor vivido.
Entre promessas e olhares profundos,
Criam juntos um universo de mundos.






Deixe um comentário