Sempre gostei de ler, e mais ainda de escrever. Na adolescência ganhei muitos elogios nas aulas de português pela boas redações e também por poesias que rabiscava. Tive uma boa escola em casa. Minha mãe foi professora e me ensinou que ler é viajar pelo mundo sem sair do lugar.

Meu pai exigia dedicação aos estudos – “senão você não vai ser ninguém na vida”, dizia ele. E minha irmã era uma poetisa de mão cheia. Fui tentado a seguir os passos dela, que com maestria juntava palavras belas daqui e dali, e ao final o que se tinha sempre era uma bela mensagem de amor, do mundo, das vitórias e tristezas pessoais… Aquilo sempre me fascinou. Mas com o tempo, acabei deixando de escrever poesias, me dedicando apenas ao texto factual, ou da crônica. Agora retomo a linha poética graças a um encontro especial com uma pessoa maravilhosa que me motivou a voltar para os versos, rimados ou não. Espero que gostem desse poema.

Síntese

“Quando te toco, o calor invade meu pensamento
Quando te amo, encontro o caminho dos céus
Quando te beijo, sinto o gosto do mel de um mundo ainda desconhecido
Quando te abraço, sinto toda a ternura do mundo
Quando nos completamos, chegamos juntos ao paraíso
Quando paramos, sentimos a terra voltar, para começar tudo outra vez…”

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Autor

salvadornetooficial@gmail.com

Jornalista e escritor. Criador e Editor do Palavra Livre, cofundador da Associação das Letras com sede no Brasil (SC). Foi criador e apresentador de programas de TV e Rádio como Xeque Mate, Hora do Trabalhador entre outros trabalhos na área. Tem mais de 35 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, assessoria de imprensa, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011), Gente Nossa (2014) e Tinha um AVC no Meio do Caminho (2024). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde foi diretor de comunicação.

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