A Pfizer anunciou que o Viagra, a pílula contra impotência sexual, chegará às farmácias pela metade do preço até o fim desta semana. O preço médio de cada comprimido será de R$ 15, e a fabricante informou que venderá cartela com apenas uma pílula azul para ampliar o acesso ao medicamento.

A patente do Viagra acaba no próximo dia 20 de junho, quando novos fabricantes deverão entrar no mercado com suas versões de medicamentos genéricos do comprimido. Os laboratório nacionais EMS e a Eurofarma devem lançar genéricos do Viagra.

Além da versão da cartela com apenas uma pílula, a Pfizer venderá caixas com dois, quatro e oito comprimidos. A venda do Viagra deve ser feita pelas farmácias apenas sob receita médica. No entanto, é prática comum do paciente adquirir o remédio sem essa exigência.

O laboratório americano decidiu reduzir o preço do Viagra para não perder vendas no mercado brasileiro depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o fim da patente do medicamento. A Pfizer luta na Justiça alegando que a expiração da patente só acontece em 2011.

Segundo Adilson Montaneira, a empresa ainda aguarda o teor definitivo da decisão do STJ para tomar uma decisão sobre a possibilidade de recorrer contra o julgamento.

Mas a empresa decidiu se antecipar. A estimativa da Pfizer é de que 70% das vendas do remédio de referência são perdidas quando as versões genéricas chegam ao mercado, e a empresa pretende capturar parte do crescimento esperado pelo mercado.

Nos últimos 12 meses encerrados em abril, o Viagra vendeu cerca de R$ 180 milhões no País, segundo dados do IMS Health. A Pfizer ter detém 35% do mercado em faturamento e 30% em unidades.

O líder no mercado brasileiro de medicamentos contra impotência sexual é o Cialis, da farmacêutica americana Eli Lilly, com 44% em faturamento e 40% em unidades. A alemã Bayer e a brasileira Cristália possuem também medicamentos nesta categoria.

“Vamos perder em margem mas vamos ganhar com o aumento de volume”, disse Montaneira. Nas contas da Pfizer, o mercado brasileiro de tratamento de disfunção erétil – termo preferido dos laboratórios farmacêuticos – movimenta 17 milhões de unidades por ano, e a expectativa é que cresça para 40 milhões de unidades em dois a três anos.

A propaganda de medicamentos contra impotência sexual – seja de produtos como da categoria – é restrita à classe médica, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A recomendação é que os pacientes procurem um médico para prescrição do medicamento.

Da Ag. Ig Notícias

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salvadornetooficial@gmail.com

Jornalista e escritor. Criador e Editor do Palavra Livre, cofundador da Associação das Letras com sede no Brasil (SC). Foi criador e apresentador de programas de TV e Rádio como Xeque Mate, Hora do Trabalhador entre outros trabalhos na área. Tem mais de 35 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, assessoria de imprensa, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011), Gente Nossa (2014) e Tinha um AVC no Meio do Caminho (2024). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde foi diretor de comunicação.

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