A política brasileira de adoção de programas de transferência de renda, principalmente o Bolsa Família e o Brasil Sem Miséria, será detalhada na sexta-feira (24), em Roma, na Itália. Representantes dos países que integram a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) estarão reunidos no seminário denominado Cooperação Técnica Brasileira: Agricultura, Segurança Alimentar e Políticas Sociais.

Os programas brasileiros já servem de base para estudos e referência no Banco Mundial (Bird), que organiza um plano internacional para a próxima década. A finalidade do banco é renovar as estratégias de atuação nas áreas de proteção social e trabalho.

O recém-lançado Plano Brasil Sem Miséria, sob a responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), também chama a atenção das autoridades estrangeiras. O Brasil é o único país latino-americano cujos projetos sociais são tomados como referência para a execução de um plano mundial.

Além disso, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) vai trabalhar em parceria com o MDS e os institutos de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na análise dos indicadores sobre extrema pobreza elaborados pelo governo. A ideia é incentivar a cooperação econômica entre os 48 países-membros.

No esforço mundial de combate à fome, o Brasil autorizou nesta terça-feira (21) a doação de estoques públicos de alimentos aos países de língua portuguesa e outros 15 países: Bolívia, El Salvador, Guatemala, Haiti, Nicarágua, Zimbábue, Cuba, Autoridade Nacional Palestina, Sudão, Etiópia, República Centro Africana, Congo, Somália, Nigéria e Coreia do Norte.

Os países que receberão os alimentos foram atingidos por catástrofes naturais. A doação do Brasil envolve 100 mil toneladas de milho, 500 mil toneladas de arroz, 100 mil toneladas de feijão, 10 mil toneladas de leite em pó e uma tonelada de sementes de hortaliças.

Agência Brasil

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salvadornetooficial@gmail.com

Jornalista e escritor. Criador e Editor do Palavra Livre, cofundador da Associação das Letras com sede no Brasil (SC). Foi criador e apresentador de programas de TV e Rádio como Xeque Mate, Hora do Trabalhador entre outros trabalhos na área. Tem mais de 35 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, assessoria de imprensa, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011), Gente Nossa (2014) e Tinha um AVC no Meio do Caminho (2024). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde foi diretor de comunicação.

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