Amazônia, microalgas e justiça climática: os projetos que desafiam o colapso ambiental

Amazônia, microalgas e justiça climática: os projetos que desafiam o colapso ambiental

  • Da Redação/Diogo Zumbi

Na COP30, realizada em Belém do Pará, dois projetos com participação portuguesa ganharam destaque internacional. O primeiro, liderado pelo CEiiA de Matosinhos, utiliza tecnologia aeroespacial e inteligência artificial para monitorar o desmatamento na Amazônia, em parceria com comunidades indígenas e universidades brasileiras. O segundo, do laboratório GreenColab de Faro, desenvolve produtos sustentáveis a partir de microalgas, incluindo fertilizantes, cosméticos e alimentos funcionais.

Ambos os projetos têm algo em comum: colocam a justiça climática no centro da inovação. Não se trata apenas de reduzir emissões, mas de redistribuir poder, conhecimento e recursos. O CEiiA, por exemplo, criou um protocolo de dados abertos que permite que comunidades locais acessem e controlem as informações sobre seu território — uma ruptura com o modelo extrativista tradicional.

O GreenColab, por sua vez, iniciou parcerias com cooperativas ribeirinhas da Baía de Guajará, capacitando mulheres para produzir biofertilizantes com impacto direto na agricultura familiar. A cerveja artesanal feita com microalgas, lançada como símbolo do projeto, já é vendida em feiras sustentáveis de Lisboa e Belém.

O Palavra Livre celebra iniciativas que unem ciência, território e dignidade. Porque não há futuro possível sem justiça ecológica. E não há justiça ecológica sem protagonismo dos povos que resistem ao colapso.

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