Neste retorno à edição do Palavra Livre, vamos escrevendo e publicando textos guardados em outras gavetas, outras memórias. Eis aqui uma poesia de minha autoria feita há dois anos. Talvez possa virar música, se algum compositor tiver a vontade de…
Leiam, curtam, comentem e claro, compartilhem! Ah, e se tiver algum que você escreveu, mande que publicamos aqui, mande já!!
Distância e saudade
Sinto falta dos acordes do violão
Do tan tan do bongô
Das artes e transformações
Dos teatros, vídeos, das vozes
Sinto falta dos desenhos
Caricaturas de gente esquisita
Quase fotografias criadas por mãos especiais
Sinto falta dos cabelos crespos, ondulados e lisos
Pensando na rota do bumerangue
Lancei amor, paixão, torci e estive ali, lado a lado
Na volta, recebi algo não esperado
Sinto falta do que dei e não recebi
Sinto falta dos chutes e treinos
Das corridas nos campos
De ver os jogos e torcer
Até ver as medalhas, com suor no rosto
Sinto falta de cantar junto
Desafinar, mas cantar
Sinto a falta de ver, e ver crescer
E fico somente a imaginar
Sinto falta das crianças que foram
E que hoje não mais são
Sinto muito, mas não perco a esperança
De acabar com a distância, e matar a saudade
Sinto falta dos acordes do violão
Do tan tan do bongô
Das vozes juntas, dos carinhos
Dos teatros, dos vídeos, das vozes
Do bater dos corações
Sinto falta, mas continuo mandando
Amor e sonhos,
Desejos de vitórias
Com o mesmo bumerangue
Esperando na volta
O fim da falta, o fim da distância
Por Salvador Neto, jornalista e editor do Palavra Livre, escrito em 10 de outubro 2014






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