O ministro da Previdência Social do Brasil, Carlos Lupi, renunciou nove dias depois que a polícia revelou um grande escândalo de corrupção que fraudou aposentados em US $ 1,1 bilhão (£ 829 milhões).
A polícia federal alega que, na última década, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fez deduções não autorizadas de pagamentos feitos a milhões de aposentados. O dinheiro teria sido pago a várias associações e sindicatos, que então compartilharam os ganhos com funcionários corruptos do governo.
Lupi sempre negou qualquer irregularidade e disse que ordenou uma investigação assim que soube das alegações. “Estou tomando esta decisão com a certeza de que meu nome não foi mencionado em nenhum momento nas investigações em andamento”, escreveu Lupi no X ao anunciar sua renúncia.
“Espero que as investigações sigam seu curso natural, identifiquem os responsáveis e punam, com rigor, aqueles que usaram suas posições para prejudicar os trabalhadores”, escreveu ele. A Operação Sem Desconto viu 700 agentes federais emitirem 211 mandados de busca em todo o Brasil, informou a Polícia Federal em um comunicado.
Ativos no valor de mais de US$ 177 milhões foram apreendidos – incluindo carros de luxo, joias e mais de US$ 200.000 em dinheiro.

A fraude supostamente envolveu o registro de aposentados como membros de associações de aposentados sem o seu consentimento, mas, como resultado, eles tiveram dinheiro regularmente deduzido de seus benefícios para as associações.
A polícia disse que o esquema visava algumas das áreas mais pobres do país, onde os aposentados provavelmente não perceberiam a fraude ou reclamariam dela.
O chefe do INSS renunciou na semana passada por causa das alegações, e seis servidores públicos foram afastados de seus cargos, informou a Polícia Federal.
Os investigadores estão se concentrando em mais de 6 bilhões de reais que acreditam ter sido desviados entre 2019-2024, mas quanto desse dinheiro foi retirado ilegalmente ainda não está claro.
A diretora de orçamentos e finanças do INSS, Débora Floriano, disse que será montada uma força-tarefa para devolver o dinheiro desaparecido, mas nesta fase ainda estão tentando determinar o tamanho da fraude.
Carlos Lupi é a segunda pessoa no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a perder o cargo devido a alegações de corrupção em menos de um mês. No início de abril, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, renunciou depois de ser acusado de aceitar propina em 2022.






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