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A Câmara de Vereadores de Joinville ficou devendo mais uma vez para a população joinvilense na composição das comissões técnicas da Casa de Leis. Eu estive lá, vi e ouvi tudo. Acompanhei os acontecimentos.
Ao impedir a presença de não governistas em comissões chave, nega a possibilidade de fiscalização, transparência e abertura ao contraditório em projetos essenciais para a cidade. Uma lástima, uma vergonha.
As exceções chamam a atenção e pedem um olhar bem apurado pelo inusitado: um petista presidindo a Comissão de Urbanismo, lugar antes ocupado pelo maior oposicionista ao governo Udo Döhler (PMDB), Maycon César (PSDB).
Para quem não sabe, nas comissões técnicas é que verdadeiramente se decide se o projeto será ou não aprovado. Simples assim. Em plenário, dificilmente a decisão da comissão é revertida.
Ou seja, temos a LOT que vai impactar profundamente a vida das pessoas na área urbana e fora dela, e rapidamente podem passar e valer, contra o debate intenso que merece.
Outra coisa que a população na vê: nas eleições de 2012 o PSDB foi posto na oposição, mas seus vereadores Mauricio Peixer, Roberto Bisoni e Fabio Dalonso logo se “aliaram” ao governo Udo.
A cooptação do governo Udo causa estragos no ninho tucano, já que a cúpula partidária tinha decidido oficialmente, e fechado questão, da indicação de Odir Nunes ou Maycon César para líder do PSDB. Os tucanos governistas ignoraram. Vem briga de bicudos aí.
Uma Câmara de Vereadores virar cartório de homologações da Prefeitura é derrota do cidadão que paga impostos. Sem independência, há submissão, que pode levar a graves erros contra a população que trabalha e exige atenção às suas demandas.
Mais do que nunca cabe ao eleitor ficar de olho, individualmente, e por suas representações sociais, no que vem por aí nas votações.
Por Salvador Neto, editor do Blog Palavra Livre
